COVID-19 e o Futuro da Educação #C199T99-20

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Embora medidas emergenciais como a suspensão das aulas sejam importantes no combate à disseminação do novo coronavírus, pesquisas mostram que haverá múltiplos impactos nos alunos e nos educadores, exigindo um esforço do poder público de um planejamento de volta às aulas gradual e articulado entre diferentes setores, como Educação, Saúde e Assistência Social. Até porque, evidências mostram que a Educação Pública é um pilar fundamental para a reconstrução de um país após crises profundas.

1- As escolas irão se deparar com desafios que só podem ser enfrentados com apoio de outras áreas. 

Alguns desafios já existentes antes da pandemia serão intensificados. Nas experiências de outros países que passaram por crises similares se destacam maior risco de abandono e evasão escolar, além de impactos emocionais de curto e longo prazos (como o aumento da ansiedade e falta de concentração). Para responder esses desafios as redes precisarão, necessariamente, envolver outros setores, especialmente, a Saúde (por exemplo, com atendimento psicológico para estudantes e professores) e da Assistência Social (em ações de prevenção e busca ativa a estudantes que apresentam risco de abandono, entre outras).

2- Não será uma “retomada de onde paramos”. O plano de ações deve contemplar diversas frentes e demandará intensa articulação e contextualização local.

O contexto da pandemia criou um cenário emergencial e completamente novo, que deixará marcas a médio e longo prazos e exigirá cuidados inéditos, como o retorno gradual das aulas, levando em conta as orientações para a saúde e o bem-estar social. Além da redefinição do calendário escolar, o plano de retomada deve observar três questões essenciais: (1) retorno gradual, atento à saúde emocional e física da comunidade escolar; (2) avaliação diagnóstica imediata para identificar os diferentes níveis de aprendizagem dos estudantes no retorno às aulas e programas de recuperação da aprendizagem; (3) uma comunicação mais frequente com famílias.
Dado cenário inédito e necessidade de respostas atípicas, será fundamental a ampla cooperação com órgãos que atuam direta ou indiretamente na Educação Básica, como os conselhos nacional, estaduais e municipais de Educação e os Tribunais de Contas.
Além disso, a efetividade dos esforços dependerá de quem está na escola; assim, além de protocolos claros e de sólida estrutura de apoio, as secretarias têm que conquistar o engajamento de professores e gestores escolares  e lhes conferir importante grau de autonomia na tomada de decisões.

3- As respostas ao momento atual podem dar impulso a mudanças positivas e duradouras nos sistemas educacionais.

Apesar do ineditismo e das incertezas existentes no cenário da pandemia, as experiências de países que passaram por situações de crise e suspensão prolongada das aulas indicam que é possível “retornar com um sistema melhor e mais forte” de ensino, aprendendo com as necessidades e respostas que já estão sendo (ou serão) aplicadas em caráter emergencial.
Nesse sentido, há quatro aspectos que podem ser tornar legados para a Educação no médio e longo prazos:  (1) articulação intersetorial como esforço permanente; (2) recuperação da aprendizagem como política contínua; (3) fortalecimento da relação família-escola; e (4) a tecnologia como aliada constante.

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